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ATÉ A CONCLUSÃO DO PARAÍSO TERRESTRE

 

 

Passarei a escrever a respeito da construção do Paraíso Terrestre, desde seu início, empreendimento único de nossa Igreja. Confesso que, mesmo em se tratando apenas do seu protótipo, a empreitada não é facil. É plausível afirmar que a construção de algo de semelhante envergadura não acha quase precedente algum no Japão; quanto ao exterior, desconheço. No que T´ange a mim próprio, confesso que nutria minhas esperanças, mas na hora de agir, experimentei certa vacilação. Contudo, do lado do Senhor Deus, que quer que de qualquer maneira eu execute esta obra, tanto a manifestação de variados milagres como todas as circunstâncias pareciam me impelir a tal empreendimento, de modo que minha maneira de pensar gradativamente se modificou, e eu ganhei certa autoconvicção, passando a aguardar a época oportuna. Isso foi por volta de 1943. A guerra com os Estados Unidos, então, intensificava-se mais e mais. Com o perigo representado pelo bombardeamento aéreo de Tóquio (caso isso se verificasse, tudo estaria perdido), acabei por me ver obrigado a mudar-me. O que percebi, então, foi que a citada oportunidade havia finalmente chegado. Assim, pus-me a espreitar Hakone. A razão é que, há muito, eu já me simpatizava demais com Hakone e Atami.

No caso de Hakone, entretanto, eu me restringia à região de Gora. Assim, mandando procurar um imóvel aí, fiquei sabendo que a casa de campo do Sr. Raita Fujiyama estava, oportunamente, à venda. Fui vê-la, de imediato, e agradou-me extraordinariamente. No dia seguinte, combinei adquiri-la. Conquanto fosse bem antigo, o prédio nada deixava a desejar. A área do terreno tinha 1.980 metros quadrados . O prédio media 330 metros quadrados , com a entrada voltada para o sudeste. Vencida uma escadaria de pedra natural de mais de dezoito metros, chega-se a um alpendre, onde, por sua vez, há uma escada de três degraus. Subindo estes e dobrando um vasto corredor, dá-se novamente com outra escada de oito degraus. Segue-se a ela um salão adequado para a instalação do altar. O panorama que se descortina ao redor é realmente encantador: decerto o primeiro de Hakone. Esta casa, ademais, do ponto de vista da sua fisionomia arquitetônica, possui excelentes traços. A entrada do sudeste é a melhor possível; tem-se um suave aclive do portão em diante; do alpendre até o salão há, como já mencionei, duas escadas. Outrossim, a ala esquerda foi construída no estilo japonês, distinta da direita, que o foi nos moldes ocidentais. Nomeia-se esse traço de “asas de grou” — o melhor deles. Além de tudo, a ala no estilo ocidental tem o formato de um navio, significando o avançar rasgando as ondas: tudo é ideal, de fio a pavio. Vale ressaltar que o prédio, no conjunto, sobreergue-se sobre um rochedo — é isso que deve apontar o trecho das orações xintoístas: “erguendo os grossos pilares do templo sobre a rocha enraizada na terra”. Sendo a casa apropriada à moradia divina, torna-se muito claro que o Deus já a tinha providenciado para tal fim.

A este prédio dei o nome de Shinzan-So (Solar da Montanha Divina), por ter o monte Kamiyama (Montanha de Deus), o mais elevado de Hakone, na sua parte de trás. Na sua frente, um pouco mais baixo, está o monte Soun-Zan. Tão logo me transferi para Shinzan-So, adquiri da Companhia Ferroviária Tozan Dentetsu o terreno vizinho de 6.000 metros quadrados . Nele, existia um pequeno parque chamado Nihon Koen (parque japonês), construído há vinte anos pela citada companhia. Por este, há espalhadas algumas casas de campo de aluguel. Na verdade, porém, de casa de campo só o nome: estão em ruínas, impróprias para se habitar. Toda essa área encontrava-se desleixada há anos, de modo que a erva daninha cresceu ao sabor da natureza, tornando, mesmo durante o dia, o local umbroso, a ponto de não se poder discernir sequer a passagem. Naturalmente, inexistia qualquer superfície plana aí, mas, como eu pretendesse construir um anexo na parte central do parque, corrigi o seu relevo acidentado, conseguindo, finalmente, uma área de cerca de cem metros quadrados. Na época, por ser impossível construir área superior a cinquenta metros quadrados, limitei-me a essa dimensão. Encontrávamo-nos, então, no auge da guerra, sendo impossível adquirir material de construção. No entanto — por feliz coincidência — eu reunira anos antes madeira de qualidade muito boa, a fim de construir um anexo nos jardins de Hozan-So em Tóquio. Faltava apenas erguer os esteios, quando recebi ordem judicial sustando a construção, por causa do processo que nos foi movido. Desde então, esse material esteve intacto. Lembrei-me repentinamente dele, pensando que viera bem a calhar com a ocasião. O problema, agora, era o transporte, uma vez que não se podia lançar mão de caminhões particulares. Entrementes, um fiel ligado às Forças Navais tomou conhecimento do fato, oferecendo-se para carregar o material. Iniciada, afinal, a construção, quando as obras já haviam avançado um terço do total, os bombardeios aéreos tornaram-se cada vez mais violentos, passando a ser inviável a obtenção mesmo do arroz para a alimentação dos operários. Vi-me obrigado a interromper, momentaneamente, a construção. Foi quando — que maravilha! — certo fiel chegou de repente carregando de caminhão seis sacas de arroz e fez-nos a doação delas. "Muito bem! Deus não permite a interrupção das obras" — pensei. O serviço continuou assim, sem ser interrompido. Em agosto de 1946, ficou pronto o atual Kanzan-Tei (Pavilhão de Contemplação da Montanha).

Com o término da guerra, em 15 de agosto de 1945, como eu pensasse em construir uma casa maior, mandei, no mês seguinte, que um meu subordinado fosse à província de Akita, com o propósito de adquirir 180 metros cúbicos de cedro. Na época, o preço da madeira era ainda barato: aproximadamente mil e setecentos ienes o metro cúbico. Esse material foi obtido de, aproximadamente, cinquenta pés de cedro da floresta de um templo. Entrementes, soube que um terreno de dois mil metros quadrados, situado na parte mais baixa do Shinsen-Kyo, havia sido posto à venda. Adquiri-o logo, imensamente satisfeito, pois, já há algum tempo, eu o queria muitíssimo. De posse dele, aprestei a encosta, obtendo, assim, uma área plana de várias centenas de metros quadrados, para construir um templo. Quando eu me encontrava prestes, então, a passar para as obras, graças à apresentação de certa pessoa, recebi inesperadamente a visita do professor de artes Isoya Yoshida, autoridade máxima dos círculos arquitetônicos do Japão contemporâneo. (No momento, ele se encarregava do projeto do Teatro Nacional de Kabuki). Por nosso diálogo, percebi que ele era inteligentíssimo e suas idéias se coadunavam com as minhas, sentindo positivamente que me fora enviado por Deus. Desta maneira, seja o material de construção, seja o terreno ou o arquiteto, Deus arranjava-me inteiramente o que era preciso, no exato momento. Foi uma sucessão de milagres, do princípio ao fim. Esse prédio é o atual, que hoje tem o seu nome alterado para Nikko-Den (Templo da Luz do Sol).

Foi nessa época que batizei os Jardins Sagrados de Gora de Shinsen-Kyo. Situam-se em seu interior as seguintes construções: o Shinzan-so, prédio adquirido primeiramente, e o Kanzan-Tei, que construí a seguir. Destinei este último para minha moradia, mas, em virtude de ter ficado pequeno em demasia, acabei de ampliá-lo este ano. O prédio localiza-se bem no centro do Shinsen-Kyo. Dele avista-se excelente panorama, circundado que está em seus três lados por montes — origem do seu nome: Pavilhão de Contemplação da Montanha. A casa de chá construída no terreno plano abaixo dele chama-se Sanguetsu-an, tendo também ficado pronta este ano. Ela foi concluída em três anos, pelo famoso carpinteiro Seibee Kimura, que, em sua construção, dedicou corpo e alma. Ao lado da casa de chá abri uma trilha ladeada de trevos, construindo em comemoração uma casinha a que chamei de Hagui-no-ya (Casa dos Trevos). Quero abrir parênteses para citar um episódio a respeito dela. Há mais de vinte anos — quando aqui era ainda o Nikon Koen (jardim japonês) — existiam várias casas de campo de aluguel. Como eu já gostasse de Gora desde há muito e tivesse vontade de aqui morar algum dia, aluguei um desses bangalôs e passei nele um verão. As recordações desse tempo são-me inesquecíveis e levaram-me a reformar aquele bangalô: a presente Hagui-no-ya. Construí, um pouco adiante do caminho que passa defronte da Hagui-no-ya, um bosque de bambu, no qual dispus rochas, à maneira chinesa. Quem por ele passeia, elogia-o, comparando uma viagem a um recanto mágico. Daí, subindo alguns degraus de pedra, chega-se a uma área relativamente ampla. Atualmente, esse terreno passa por obras de correção do relevo, para a construção do Museu de Belas-Artes.

Já escrevi uma vez que o Shinsen-Kyo constitui um empreendimento inovador, jamais experimentado por alguém. Uma vez que eu o estou construindo por ordem de Deus, seria plausível chamá-lo de Arte Divina. Seu alvo é a criação de uma obra de arte em que as belezas paisagísticas naturais e as da jardinagem artificial coexistam em perfeita harmonia. No sentido de acrescentar maior brilho ao conjunto, planejei o mencionado Museu. Somente o belo paisagístico e o da jardinagem deixariam algo a desejar. A mostra de objetos de arte exclusivos deste país é imprescindível para a idealização do verdadeiro Paraíso. Há mais um objetivo. Calculando o imenso serviço que se prestaria em prol da apresentação da arte nipônica, caso franqueasse o Shinsen-Kyo ao visitante estrangeiro que, em futuro próximo, viria a Hakone em passeio, resolvi tornar tal fato uma realidade. O mesmo se aplica, evidentemente, à casa de chá. Por intermédio disso, quero, pois, mostrar, em âmbito mundial, o quão profunda é a compreensão do japonês diante da Arte, o quão elevada é a sua capacidade de julgamento e superior a sua técnica. Acredito estar, com tal empreendimento, desempenhando um papel importante na execução das diretrizes da política nacional.

Passarei a descrever, aqui, o histórico e uma miscelânea de fatos referentes ao Shinsen-Kyo. Quando se estende o olhar de algum ponto elevado do Jardim Sagrado, delineiam-se diante do apreciador as curvas azuladas e brandas dos picos Myojin e Myojo, ligando Kintoki ao desfiladeiro de Otome. A suavidade do contorno montanhoso peculiar de Hakone não deixa de abrandar o coração de quem o contempla. Comparando o pico Myojin à manga esquerda de uma veste larga, tem-se que a direita é o monte Asama. Do vão que se abre um pouco entre ambas as mangas, avista-se, ao longe, no fundo da névoa, como um imenso lago, a placidez do mar. Nem é preciso dizer que é a parte do Golfo de Sagami, próximo a Odawara. Quando o céu está aberto, a Península de Miura surge aí como um fio. Um pouco mais acima, nos limites da linha do horizonte, a cadeia nebulosa de montes que se estende flutuante é a Península de Boso: o contorno em zigue-zague característico do monte Nokoguiri é visto com nitidez. Olhando na direção oposta, o monte Asama parece-se com uma tigela emborcada, alargando-se ao longe, até o monte Soun. A grande montanha que parece dominá-la é a Kurogatake, famosa como ponto de excursões.

Deixando o panorama distante por aqui, passemos, agora, a vaguear pelos jardins. Como estamos no sopé do monte Soun, ao erguermos a vista, este monte oferece a sensação de integrar o jardim, tal a sua proximidade. Por toda a parte encontram-se imensos rochedos e pedras exóticas, interessantes tanto no formato como no colorido, sem haver uma única semelhante às demais: também aqui é possível detectar a refinada habilidade divina. Além disso, cercando a parte sudoeste do Kanzan-Tei, enfileiram-se rochas de mais de três metros de altura, a proteger o prédio dos ventos que sopram do monte Kamiyama, característica da região de Hakone. Esse também é mais um fenômeno misterioso. É de se notar, em especial, a gigantesca pedra que se ergue em frente ao alpendre, como a escondê-lo, lembrando a pedra fundamental que assentam nas construções com a finalidade de afastar os malefícios.

Vale frisar, ainda, que, em toda a região de Hakone, Gora é o local rochoso por excelência, podendo-se afirmar que o seu pólo central, onde se localiza o nosso Shinsen-Kyo, é o núcleo onde essas pedras e rochas se concentram. Escavando-se a terra nestas cercanias, vemos aflorar rochedos e rochedos, sem fim. Contudo, uma quadra mais além, o que se acha é quase só terra, sendo muito raro o descobrimento de alguma pedra, fato este que não se pode qualificar senão de estranho. Ademais, é infinita a gama de tais rochas, estando à vontade quem pretende elaborar um jardim. As espécies principais são, primeiramente, uma de cor cinzenta, ângulos agudos e duríssima; a seguir, tem-se uma de consistência algo mais branda, de um colorido cinza com matizes azul-escuras. O fato de esta se apresentar com reentrâncias e fendas provém, decerto, do sem-número de choques a que foi submetida durante a sua vertedura. O terceiro tipo é similar à lava, vermelho escuro; o quarto é de tonalidade limonística, anguloso e duro. É evidente que todas elas foram vertidas aqui, durante a erupção do monte Soun. Essa erupção aconteceu com o rompimento do leito rochoso da crosta terrestre, mediante a liberação de gases, ou seja, uma exploração vulcânica.

O curioso é que há sinais de que, com essa erupção, depositou-se um volume exorbitante de cinzas vulcânicas. Isto porque, no vilarejo Miyaguino, nesta proximidade, ainda hoje, quando se escava a terra, desenterra-se troncos de cedros de 6 a 9,09m de altura, que, com o passar dos anos, se petrificaram e endureceram, sendo ótimos para a manufatura de artesanatos. Dizem que, antigamente, os agricultores da região os escavavam lucrando bastante com a sua venda. Daí deduziu-se que a camada de cinzas vulcânicas acumuladas era de quase 15m. O cedro maior de todos media 1,80m de diâmetro, e eu também o vi.

Olhando o Monte Sooun, percebe-se bem o sinal da cratera no centro, pela sua depressão e pela tonalidade avermelhada da terra. A terma do Vale Oowakutani, provavelmente, surgiu nessa ocasião, e a água termal desse local constitui a Terma de Gora. Uma vez, escalei os montes Sooun, Kamiyama e Komaketake. Todos são cobertos de arbustos. Não havendo árvores grandes, percebe-se que a erupção se deu em época não muito remota, pois as cinzas vulcânicas estão impregnadas de enxofre. Em suma, em todas as montanhas de Hakone não se vê árvores de grande porte; talvez as referidas cinzas tenham atingido pontos distantes. A razão, talvez, pela qual a região de Hakone não conte, em sua maior parte, com árvores de grande porte, provém da dispersão dessas cinzas num amplo raio geográfico.

Mas, retornando ao assunto anterior, digo que não há uma mera rocha, árvore ou planta do jardim Sagrado que não esteja consoante minhas instruções. Curiosamente, quando eu desejo determinada pedra, ou ela se acha pelas cercanias, ou, em se cavando por aqui, ela aparece, sem falta. Compreende-se perfeitamente, por mais esse fato, que Deus faz com que, hoje, eu edifique estes jardins segundo a Sua Vontade, orientando-me a tal, após ter criado, há milhares de anos, este leito rochoso, solidificando-o convenientemente, e depois reduzindo-o, pela ação de uma erupção vulcânica, a pedaços adequados, os quais foram depostos ao redor do Shinsen-Kyo. É, pois, por demais óbvio que Deus me faz construir o Paraíso Terrestre do qual sempre falo, tomando-me como o Seu instrumento. Digo mais: toda árvore, planta ou flor necessária, ou chegam a mim gratuitamente, ou ainda, caso existam em alguma arboricultura ou jardim de chácara das cercanias, vêm a mim floricultores, querendo vendê-las. É simplesmente estranho e maravilhoso. Em geral, quando se pretende realizar uma obra um pouco maior ou um empreendimento custoso, dizem que se enfrentam dissabores e dificuldades. Comigo, no entanto, nada disso acontece. Como já mencionei, consigo, normalmente, tudo o que quero ou necessito. O mesmo se dá com o dinheiro: não me preocupo, pois amealho sempre o preciso. Sem falta ou excesso; na medida exata. O primeiro passo foi dado em maio de 1944, decorrendo apenas meros seis anos desde então. Nesse intervalo, não obstante os transtornos ocasionados pela guerra, as obras de Atami e Hakone progrediram de tal forma que não se permite jamais imaginar terem sido feitas em espaço de tempo tão curto. Assim, é até inevitável que a sociedade crie caso e faça alarde em torno de mim. Todavia, como disse antes, uma vez que tudo está sendo posto em prática exatamente de acordo com as indicações de Deus, não há razão para tropeços nem fracassos. Tudo corre perfeitamente.

Não posso deixar de descrever aqui outro milagre. Nesses seis anos passados, não houve sequer, até hoje, um único morto ou ferido, durante o deslocamento daquelas rochas imensas para a sua distribuição nos jardins. Notem que as maiores atingem até 1,80 metro de diâmetro e chegam a pesar acima de 75 toneladas. Segundo o depoimento de profissionais no assunto, na execução de obras de semelhante porte, é normal que haja alguns mortos ou muitos feridos. Acrescentam sempre: "Em uma obra como esta, é simplesmente inacreditável". Eles acabaram por perceber que existe a atuação de uma força sobre-humana, passando a acreditar na existência de Deus e a conscientizar-me, ao que parece, da minha missão. Hoje todos abraçam a nossa Fé.

Esta é a súmula do ocorrido desde o início até o dia de hoje. Atualmente, excetuando-se o Museu de Belas-Artes, quase todo o restante se encontra próximo da conclusão. Por conseguinte, pretendo realizar a inauguração simultaneamente à celebração do Culto de Outono. Essas cerimônias estender-se-ão de 21 a 27 de novembro próximo, por uma semana, consecutivamente pela ordem de associações. Na realidade, eu queria concentrá-las em três dias. Entretanto, o espaço do Nikko-Den é por demais exíguo para comportar todos os participantes, mesmo com a instalação de um toldo provisório nos jardins. Tornou-se inevitável, então, alongá-las por uma semana. Além das cerimônias, haverá entretenimentos, durante os sete dias, cuja programação prevê proporcionar aos presentes uma atmosfera inteiramente paradisíaca, contando com a participação de artistas de primeira categoria, os quais diariamente encarregar-se-ão de espetáculos únicos. Como sempre afirmo, o Paraíso Terrestre é o Mundo da Arte, não estando perfeito, caso, além das belezas natural e artificial já mencionadas, não contar com entretenimentos que deleitem os olhos e os ouvidos, como a música e a dança.

Termino, então, o relato dos antecedentes da construção do protótipo, ainda em pequena escala, do Paraíso Terrestre. Em síntese, quero proclamar que o culto e as celebrações próximas, como o passo inicial desta obra, constituem evento memorável e de extrema importância.

 

Até a Conclusão do Paraíso Terrestre — 21 de setembro de 1950

 

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